A história das câmeras de lentes gêmeas é obscura, não há datas certas. Por isso pretendo basicamente apresentar sua história, sem entrar em méritos mais profundos.
Antigamente, antes da utilização do negativo, eram usadas lentes, com espelhos dentro de caixas, que refletiam a imagem em uma placa opaca, e assim o artista desenhava por cima o que desejava.
Com o advento do negativo, era necessário focar e enquadrar com esta placa opaca (despolido), após isto, retirar esta placa, colocar outra com os químicos, que seria o negativo.
Por volta de 1870 algum iluminado em Londres percebeu que esta tarefa era muito demorada. Criaram uma “câmera dupla” chamada de “Repórter”
O modelo repórter.
Focava-se e enquadrava-se por um conjunto, e depois expunha o negativo por outro conjunto logo a baixo.
Por volta de 1880 George Matthews Whipple cientista de um observatório meteorológico perto de Londres (Kew) teve a idéia de adaptar um espelho a antiga câmera, e assim poder observar e fotografar as nuvens. Possibilitando assim, que com as apontando para o céu, a imagem pudesse ser vista na horizontal.
Este seria o primeiro protótipo de câmera TLR, produzido ao que tudo indica por R & J Beck of Cornhill em Londres para o Mr Whipple chamada de “Cloud Camera” Câmera Nuvem.
Com isto, várias câmeras foram feitas, ou adaptadas de outros fabricantes. Adicionando-se a segunda lente e todo seu conjunto de visualização.
Por exemplo esta aqui feita em Londres na Inglaterra pela Ross & Co. por volta de 1897 com formato 4x5.
Entre 1890 e 1910 foram desenvolvidos diversos modelos, estes com pouca distância focal e nada portáteis.
Com o advento das SLR, estas antigas câmeras foram deixadas de lado. Pois além destes problemas, ainda havia o desencontro de paralaxe, a diferença entre a visualização e o negativo. Com a SLR era possível ver e compor o assunto exatamente como desejado, uma vez que com esta a visualização ocorria pela mesma objetiva que era fotografado.
Anos mais tarde aparece a Rolleiflex…
Pretendo me aprofundar mais sobre a história da Rollei mais tarde, mas por enquanto, basta dizer que muitas pessoas acham que o surgimento da TLR foi com a Rolleiflex,
Com o nascimento da parceria entre Reinhold Heidecke & Paul Franke, estes aprimoraram e resolveram vários problemas – acima citados, criando assim a Rolleiflex, gerando assim um novo conceito de câmera TLR. Seus projetos datam de 1916 até 1927, sendo seu primeiro protótipo completado em 1929.

By: sintixerr
“Twin-Lens Reflex” ou TLR, podemos chamar de “duas lentes reflex”. Com este nome diferente, e com sua forma e tamanho estranho, com duas objetivas gêmeas achamos que ela é mais complicada do que realmente é.
Basicamente é um tipo de câmera com duas lentes com o mesmo comprimento focal uma sendo utilizada para a visualização, enquadramento e focagem, enquanto a outra acoplada no obturador, é para captar o motivo em questão.
Estas duas lentes, na concepção estilo Rolleiflex são montadas em um único chassi móvel, onde se regula o foco.
O visor
Tem uma peça móvel “pop-up” que se abre, criando sombra sobre o despolido – tela fosca translúcida - que tem sua imagem refletida através de um espelho em 45º graus com a lente superior.
By: moiht By: Rachel Rayns
Nesta peça, alguns modelos tem uma lupa para uma ajustagem mais precisa do foco.
By: Alvaro’s Pix
Juntamente nesta peça há um “Sports finder” um visualizador para cenas de ação ou mais rápidas, que necessitem de um enquadramento mais rápido. (veja o diagrama)
Nada mais é que um buraco quadrado – que quando abaixado uma capa dianteira ele se abre - e permite o enquadramento no formato aproximado do negativo. Abaixo deste buraco, há uma lente com outro espelho que permite a ajustagem do foco através do despolido.
Isto é importante, por no despolido a imagem aparecer invertida, e com isto, torna-se impossível, por ex. em uma foto automobilística “seguir” o carro com a câmera, a tendência é ir para o lado contrário, já que ele aparece invertido da esquerda para a direita.
Os Obturadores
Os mais novos, já possuem sincronia com flash, e velocidades até 1/500 com Bulb – exposições de minutos ou horas. Os mais antigos, tinham velocidades limitadas, basicamente de 1/25 até 1/250.
Filmes
O filme mais comum utilizado nas TLR até hoje é o 120. Elas possuem um recorte de 6x6 no negativo, classificando-as como Médio Formato totalizando em 12 poses no 120 e 24 no filme 220 que nada mais é que o dobro do 120.
Foram produzidos modelos menores, “portáteis” em 4x4 usando filme 127.
Algumas das TLR possuem um adaptador como acessório, que possibilita o uso de filmes 35mm.
Vantagens e Desvantagens
Principal vantagem está em poder ver a imagem enquanto se fotografa, reduzindo o “delay” entre o clique e a abertura do obturador, uma vez que na TLR é só um movimento de fechar o obturador, contrário da SLR que necessita que o espelho suba, libere a passagem de luz e ai o obturador se abra para expor o filme.
Já suas desvantagens estão que suas lentes são fixas, não apresentam zoom, nem são intercambiáveis, por ser uma tarefa muito cara uma vez que tem de se trocar ambas as lentes, e muitas vezes o seu obturador também.
Por ser um conjunto ótico para cada tarefa, não há como verificar a profundidade de campo, uma vez que a objetiva de visualização não tem diafragma.

Cá estou-me para escrever. Pois meu médico disse que ajuda a curar minha doença. O problema, é que de uns anos pra cá, desenvolvi uma outra, apareceu aos poucos mas logo foi se dilatando. Isto é, um transtorno obsessivo pela fotografia.
A fotografia há dois modos de apreciação, um moderado, e outro mais complexo (complicado). O tal moderado, é aquele no qual a pessoa gosta de fotografar para registrar o momento e ter logo a foto. Muitas fotos bacanas são apresentadas.
Já o tal complexo, envolve um monte de nomes renomados da fotografia, e muitos termos diferentes. Basicamente, é algo como “escrever com a luz” passando por objetivas, espelhos, penta prismas, oculares, despolidos, cotinhas, diafragmas, aberturas, indo até o filme que possuí diversos químicos, daí, é tratado fazendo sua revelação e depois sua ampliação. Chegando então até as mesmas mãos que acionaram o disparador.
Com a fotografia digital tudo ficou mais fácil (tinha que ter esta frase) basicamente, passam por todos aqueles nomes estranhos, até então chegar em um sensor, que capta o que você deseja através das suas regulagens, e então é passado para o computador.
Simples não? :D
Pretendo pegar pequenos segmentos da fotografia, por esta ser bem complexa. E assim, quem sabe aprender um pouco sobre esta arte.

By: *6261

By: ouldm01